Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2015

 

As Intermitências da morte_capa.jpg

 

Há pouco mais de 1 ano publiquei aqui no blog um post sobre “Todos os Nomes”, o primeiro livro que li de Saramago. Ficou a promessa de voltar a este escritor. Faço-o agora, com “As Intermitências da Morte”.

 

Reencontrei uma narrativa envolvente e hilariante, onde desta vez a protagonista é a Morte – sim, sim, essa que é representada por um esqueleto e que se faz acompanhar por uma gadanha.

Tudo começa num 31 de Dezembro em que não há registo de óbitos. Os dias vão passando e a situação mantém-se: ninguém morre. A morte de humanos em Portugal, entenda-se. Quanto à restante fauna e à flora, tudo se passa normalmente.

No início é uma alegria generalizada (afinal a vida eterna existe!!) e há até quem comemore o facto colocando a bandeira de Portugal à janela (onde é que eu já vi isto?!...).

Contudo, com o passar do tempo, esta ausência de mortes faz agitar a sociedade, levando à desordem total, à falência de alguns, à sobrecarga de outros, ao lucro de uns tantos, enfim!, a um caos verdadeiramente insuportável.

 

Neste romance, onde novamente é abordada a condição humana, as palavras e o seu significado são várias vezes mencionados, havendo até interessantes aforismos ligados a elas. Cito alguns exemplos:

3 excertos sobre as palavras_2.jpgNão há nomes próprios nem regras gramaticais, apesar disso a escrita não perde interesse ou valor, até para os conservadores da Língua Portuguesa, como eu.

 

Foi bom regressar ao sr. José - o personagem principal de “Todos os Nomes” - e aos seus verbetes, numa passagem breve desta narrativa.

 

O tempo para o blog e para as leituras é que tem sido pouquíssimo... 

Ler Saramago é cativante, é um prazer.

Excerto.jpg



publicado por numadeletra às 20:15 | Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

6 comentários:
De carlos faria a 15 de Dezembro de 2015 às 11:27
Um dos livros que mais gostei de Saramago, apesar do tema, é um livro divertidíssimo e nada pesado, mesmo assim levanta questões bem pertinentes.
Outro igualmente leve e divertido que levanta questões pertinentes é "A Jangada de Pedra".
Densos e pesados "O Ensaio sobre a cegueira"
Obra-prima: "O memorial do convento"
Todos entram num mundo fantástico pois têm como ponto de partida de algo impossível/improvável de acontecer


De numadeletra a 4 de Janeiro de 2016 às 20:38
Foi a minha 2ª experiência na leitura deste escritor mas os títulos que citou estão na lista dos que quero ler.

Obrigada pelo comentário.


De carlos reys a 22 de Dezembro de 2015 às 23:57
Olá
FELIZ NATAL
Carlos Reys


De numadeletra a 4 de Janeiro de 2016 às 20:39
Olá Carlos.

Peço desculpa pelo atraso da minha resposta.
Espero que tenha tido um óptimo Natal.
Votos de um Feliz 2016, para o Carlos e a família.

Um abraço.


De Maria das Palavras a 20 de Janeiro de 2016 às 17:35
Foi o meu primeiro Saramago e o que me fez perceber o porquê de ele ter o galardão-mor da literatura. Magnífico.


De cheia a 20 de Janeiro de 2016 às 19:25
Gosto muito de Saramago. Todos os seus romances me empolgam, a começar no Levantado do Chão, Todos os Nomes, História do Cerco de Lisboa, A jangada de Pedra, O Ano da Morte de Ricardo Reis, Memorial do Convento e Ensaio da Cegueira, o de que mais gostei.
Falta-me ler os últimos que escreveu..


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